Síndrome mão-pé-boca
(DMPB)
Com o crescimento de um bebé, vamos descobrindo (infelizmente) inúmeras doenças que até aqui nos eram desconhecidas.. Uma delas é a síndrome mão-pé-boca. Foi este o motivo do T ter estado de "quarentena" nos últimos dias.
Ora, mas que doença é esta e quais os seus sintomas?
A síndrome mão-pé-boca é uma doença altamente contagiosa que ocorre mais frequentemente em crianças com menos de 5 anos (pode acontecer também em adultos), e é causada pelo vírus do grupo coxsackie, que pode ser transmitido de pessoa para pessoa ou através de alimentos ou objectos contaminados.

Geralmente, os sintomas da síndrome mão-pé-boca só surgem após 3 a 7 dias da infecção pelo vírus e incluem febre superior a 38ºC, dor de garganta e falta de apetite. Após 2 dias do surgimento dos primeiros sintomas, aparecem aftas dolorosas na boca e bolhas dolorosas nas mãos, pés e, por vezes, na região íntima.
O tratamento da síndrome mão-pé-boca deve ser orientado pelo pediatra ou clínico geral e pode ser feito com remédios para a febre, anti-inflamatórios, remédios para a comichão e pomadas para as aftas, com o objectivo de aliviar os sintomas.
Principais sintomas
Os sintomas da síndrome mão-pé-boca, geralmente, aparecem depois de 3 a 7 dias após a infecção pelo vírus e incluem:
- Febre acima dos 38ºC;
- Dor de garganta;
- Dificuldade para engolir;
- Muita salivação;
- Vômitos;
- Mal-estar;
- Diarreia;
- Falta de apetite;
- Dor de cabeça;
Aparecimento de manchas ou bolhas vermelhas nas mãos e nos pés e de aftas na boca 2 a 3 dias após o surgimento da febre.
Como ocorre a transmissão?
A transmissão pode ocorrer tanto pela via oral, onde há contaCto com a saliva e outras secreções das vias respiratórias, feridas, alimentos ou objectos contaminados quanto via fecal - fezes de pacientes infectados. A pessoa recuperada pode ainda transmitir o vírus pelas fezes durante aproximadamente quatro semanas.
Tratamento de Síndrome mão-pé-boca
O tratamento da doença mão-pé-boca é feito com medicamentos anti-inflamatórios ou, se o quadro for grave, medicamentos antivírais. É importante oferecer muitos líquidos, de preferência em temperaturas baixas, e evitar a ingestão de alimentos muito quentes, ácidos ou condimentados - que podem acentuar as dores na garganta.
Em geral, a doença mão-pé-boca desaparece sozinha dentro de cinco e sete dias. Após a melhora dos sintomas, o paciente adquire imunidade ao enterovírus 71, não sendo contaminado novamente.
O caso do T.
Os primeiros sintomas surgiram há cerca de quinze dias. Durante uma semana, salivava muito, ao ponto de termos de mudar o babete uma 3/4x por dia. Mas como não tinha outros sintomas, achámos que fosse mais algum dentinho a rebentar (apesar de termos achado estranho, pois em nenhum dos dentes anteriores, ele "babava"). No domingo, andou o dia todo meio rabugento, não quis almoçar e fez febre, tendo vomitado da parte da tarde. Manteve estes sintomas até terça-feira, quando ao acordar, reparámos que tinha as mãos e os pés com bolhas. Fomos ao centro de saúde, onde confirmaram Síndrome mão-pé-boca. Receitaram-nos apenas Ben-u-Ron e Brufen para a febre, e no caso de ter demasiadas secreções, umas gotas orais (o que acabou por não ser necessário).
Tendo ficado a semana de "quarentena" por causa do contagio, hoje, sábado, o apetite já está mais ou menos regularizado e as bolhas têm aspecto "seco".
Dicas? O contagio é inevitável, ainda para mais se os vossos bebés estiverem na creche. O importante é de facto manter a calma. Não insistir com eles para comer, mantendo o bebé sempre hidratado através de bebidas frescas (água, chá, leite, iogurtes), quando eles acharem que conseguem, eles próprios começam a pedir comida. E claro, muito colinho e muito miminho, sempre.